Ensino bíblico · Fé e esperança

Escatologia Bíblica

Conhecer as promessas de Deus para viver com esperança, servir com fidelidade e aguardar a volta de Jesus.

Estudos introdutórios com referências bíblicas para leitura e reflexão.

O propósito, a urgência e o término da missão da Igreja

A vocação missionária da Igreja, a esperança do Arrebatamento e a urgência de anunciar Cristo ao mundo.

É certo que a incredulidade não desjudaizou Israel, e a fé não judaizou os gentios. A incredulidade de parte de Israel trouxe um endurecimento parcial e a quebra de alguns ramos naturais, mas não anulou as alianças nem a identidade histórica do povo ao qual Deus fez promessas irrevogáveis (Rm 11.1–2, 17–24, 28–29). Da mesma forma, os gentios que creram em Cristo foram enxertados e feitos “participantes da raiz e da seiva da oliveira”, sem, contudo, tornarem-se judeus ou assumirem a identidade nacional de Israel (Rm 11.17–18). Essa distinção foi um dos fundamentos do primeiro volume.

Tornar-se filho de Abraão pela fé é algo extraordinário, pois, como já estudamos, isso não anula a singularidade de judeus e gentios. Em Cristo, judeus e gentios que creem são unidos espiritualmente em um mesmo Corpo. Paulo afirma que Cristo fez “dos dois um novo homem” e reconciliou ambos com Deus “em um corpo” (Ef 2.14–16).

Assim, o judeu convertido não deixa de ser judeu quanto à sua origem, e o gentio convertido não se torna judeu; ambos, porém, recebem uma nova posição espiritual em Cristo e passam a participar da vocação própria da Igreja.

É dentro desse período específico do programa de Deus que precisamos compreender a missão da Igreja.

1. Um povo chamado dentre as nações

No Concílio de Jerusalém, Tiago descreveu de forma admiravelmente simples a obra que Deus está realizando no presente:

“Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o seu nome.” Atos 15.14

Assim, o judeu convertido não deixa de ser judeu quanto à sua origem, e o gentio convertido não se torna judeu; ambos, porém, recebem uma nova posição espiritual em Cristo e passam a participar da vocação própria da Igreja.

Embora a Igreja tenha a promessa de participar futuramente do reinado de Cristo, quando Ele se assentar no trono de Davi, essa expectativa não altera a natureza de sua missão no presente.

É dentro desse período específico do programa de Deus que precisamos compreender a missão da Igreja.

Jesus ordenou:

“Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16.15

E, antes de subir aos céus, declarou:

“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.” Atos 1.8

Portanto, a vocação da Igreja possui caráter missionário.

2. Um Corpo enviado ao mundo

A Igreja é um Corpo enviado ao mundo. O ministério, ou vocação, da Igreja está relacionado ao atual programa divino. Não foi deixada na terra para aguardar a Grande Tribulação, nem para atravessar os acontecimentos proféticos que caracterizam aquele período. A Grande Tribulação está relacionada aos juízos de Deus sobre um mundo rebelde, mas, sobretudo, ao acrisolamento de Israel, conduzindo a nação ao cenário de sua restauração e ao reconhecimento de seu Messias. Esses acontecimentos estão inseridos no período profético conhecido como “tempo de angústia para Jacó” (Jr 30.7).

Enquanto permanece na terra, porém, a Igreja possui uma missão distinta e claramente definida por Cristo. Sua presença no mundo não é meramente circunstancial, mas missionária. Ela foi enviada para testemunhar de Cristo, anunciar o Evangelho, fazer discípulos e manifestar, por sua vida e mensagem, as virtudes daquele que a chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.

Paulo descreve os crentes como “embaixadores da parte de Cristo”. 2 Coríntios 5.20

A figura do embaixador é especialmente significativa. Um embaixador representa, em terra estrangeira, aquele que o enviou e os interesses do reino ao qual pertence. De maneira semelhante, a Igreja permanece no mundo representando Cristo e anunciando, em Seu nome, a mensagem da reconciliação.

Essa condição torna-se ainda mais significativa quando a relacionamos com outra declaração de Paulo:

“Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” Filipenses 3.20

Assim, a Igreja vive uma condição singular: está na terra em missão, mas sua cidadania está nos céus.

Somos, portanto, embaixadores na terra porque nossa pátria está nos céus.

A Igreja trabalha entre as nações, mas pertence a Cristo. Serve neste mundo, mas sua cidadania é celestial. Representa aqui Aquele que está no céu e, ao mesmo tempo, aguarda dos céus o Salvador que virá buscá-la.

Cristo está corporalmente no céu, à destra do Pai (Cl 3.1; Hb 1.3), enquanto Sua Igreja permanece no mundo testemunhando em Seu nome. Por isso, o período presente possui uma característica singular:

Cristo está formando Seu Corpo enquanto Seu Corpo anuncia Cristo ao mundo.

O Evangelho alcança novos homens e mulheres; estes são incorporados ao Corpo; e os que foram alcançados tornam-se, por sua vez, testemunhas.

Paulo descreve essa dinâmica:

“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo.” Efésios 4.11–12

A Igreja cresce enquanto ministra.

3. Uma missão inserida num cronograma divino

Essa fase do programa de Deus — o tempo da Igreja — não é apresentada nas Escrituras como um período indefinido quanto à sua permanência na terra, mas como uma etapa com propósito específico e término determinado no plano divino.

Romanos 11 introduz uma expressão decisiva:

“o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.” Romanos 11.25

O termo “até que” estabelece um limite para a condição presente.

Israel está parcialmente endurecido. Os gentios estão sendo alcançados. Um remanescente judeu também está sendo salvo pela graça (Rm 11.5).

Judeus e gentios crentes formam, neste tempo, o Corpo de Cristo.

Mas esse estado não continuará indefinidamente. Há um “até que” no programa de Deus.

Isso não significa que saibamos a data do encerramento dessa era. Jesus não autorizou Sua Igreja a estabelecer cronogramas humanos para Sua volta (At 1.7). Significa apenas que o próprio Deus estabeleceu um término para a presente fase de Sua obra.

4. A Igreja aguarda uma Pessoa, não simplesmente um período

Paulo escreve:

“e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” 1 Tessalonicenses 1.10

A Tito, escreveu:

“aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.” Tito 2.13

Aos filipenses:

“Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” Filipenses 3.20

E o próprio Senhor prometeu:

“virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.” João 14.3

O término da atuação terrena da Igreja está relacionado ao retorno de Cristo para recebê-la para Si. Esse acontecimento não inaugura uma nova fase de permanência da Igreja na terra, mas encerra sua missão terrena dentro do presente programa divino.

5. O término da missão terrena da Igreja

Quando Cristo reunir Seu Corpo, a Igreja deixará de exercer sua presente missão terrena. Paulo descreve esse acontecimento:

“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” 1 Tessalonicenses 4.17

Esse acontecimento não significa o término do testemunho de Deus na terra. Deus continuará operando. Haverá salvação. Haverá santos. Haverá testemunhas.

Mas a configuração profética será diferente. A 70ª Semana de Daniel foi determinada “sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade”. Daniel 9.24. Ou seja: sobre Israel e Jerusalém.

Essa profecia possui um caráter especificamente relacionado ao programa de Deus com Israel.

Jeremias denomina esse período “tempo de angústia para Jacó”. Jeremias 30.7. As próprias palavras e expressões usadas no texto apontam novamente para Israel.

6. Uma mudança de protagonismo ministerial

Essa mudança se torna particularmente significativa quando observamos cuidadosamente a estrutura do livro de Apocalipse. Nos capítulos iniciais, a Igreja ocupa claramente o primeiro plano. Cristo aparece no meio dos sete castiçais, que são identificados como as sete igrejas (Ap 1.12–13,20), e dirige mensagens específicas às congregações da Ásia. Repetidamente encontramos expressões como:

“Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.”

No texto grego do Apocalipse, a palavra ἐκκλησία (ekklēsía — igreja, assembleia) ocorre 20 vezes, distribuídas em 19 versículos: Ap 1.4; 1.11; 1.20 (2x); 2.1,7,8,11,12,17,18,23,29; 3.1,6,7,13,14,22; 22.16.

O dado chama atenção especialmente por sua distribuição. Das vinte ocorrências, dezenove encontram-se nos capítulos 1–3.

Depois da última exortação: “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 3.22), a palavra ekklēsía desaparece completamente da narrativa dos capítulos 4–21. Ela somente volta a aparecer em Apocalipse 22.16, quando as visões proféticas já foram apresentadas e Cristo declara: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas.”

Portanto, não estamos diante de uma ausência ocasional em um ou dois capítulos. Trata-se de uma mudança extensa e estrutural: a Igreja domina o cenário dos capítulos 1–3; porém, quando o livro passa à descrição dos juízos que sobrevêm sobre a terra, outros grupos e personagens passam para o primeiro plano.

O cenário muda

A partir de Apocalipse 4, especialmente quando começam os juízos dos selos, o vocabulário e os personagens da narrativa assumem outra configuração.

Passamos a encontrar:

• os 144 mil, explicitamente identificados como pertencentes “a todas as tribos dos filhos de Israel” (Ap 7.4–8);

• a cidade santa, Jerusalém, e novamente a linguagem do templo, altar e adoradores (Ap 11.1–2);

• as duas testemunhas, exercendo um ministério profético extraordinário durante um período determinado por Deus (Ap 11.3–12);

a mulher de Apocalipse 12, cuja descrição está profundamente ligada à história messiânica de Israel e da qual procede o Filho destinado a reger as nações (Ap 12.1–6; cf. Gn 37.9–10);

a perseguição do dragão aos restantes da descendência dessa mulher, identificados como aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo (Ap 12.17);

os santos perseguidos pela besta, contra os quais é permitido que ela faça guerra (Ap 13.7–10);

novamente os 144 mil, agora associados ao Cordeiro sobre o monte Sião (Ap 14.1–5);

e, posteriormente, as referências a Jerusalém, às nações e aos acontecimentos que culminarão na manifestação gloriosa de Cristo.

Isso revela uma importante mudança de foco no desenvolvimento profético. A Igreja não é simplesmente renomeada.

Alguns sustentam que a Igreja continua presente nesse período, sendo apenas identificada por outras designações, como “santos” ou “eleitos”. Contudo, essa identificação não pode ser assumida sem demonstração exegética, pois nenhum desses termos constitui, por si só, um equivalente técnico de “Igreja”.

Os termos “santos” e “eleitos” não são tecnicamente sinônimos de “Igreja”. Muito antes da formação da Igreja, as Escrituras já empregavam essas designações para pessoas pertencentes a Deus em outros contextos de Seu programa.

Daniel, por exemplo, refere-se repetidamente aos “santos do Altíssimo” em um contexto profético relacionado ao Reino e à oposição dos poderes gentílicos (Dn 7.18,21–22,25,27). Da mesma forma, Israel é chamado de povo escolhido por Deus no Antigo Testamento: “Israel, meu eleito” (Is 45.4; cf. Is 41.8–9; 65.9,22).

Portanto, a simples presença dos termos “santos” ou “eleitos” em passagens proféticas não autoriza sua identificação automática com a Igreja. O significado dessas expressões deve ser determinado pelo contexto em que aparecem, e não pela suposição de que todo santo ou eleito mencionado nas Escrituras pertença necessariamente à Igreja apresentada nos capítulos 1–3 de Apocalipse.

Da mesma forma, o fato de haver conversões durante esse período não exige que a Igreja permaneça na terra. Deus possui testemunhas e servos em diferentes momentos de Seu programa profético, e o próprio Apocalipse apresenta pessoas que guardam os mandamentos de Deus e mantêm “o testemunho de Jesus” em meio aos juízos (Ap 12.17; 14.12). Portanto, a existência de santos e eleitos durante a Tribulação demonstra a presença de pessoas pertencentes a Deus naquele período, mas não prova a permanência da Igreja como Corpo de Cristo na terra.

A questão, portanto, não é se haverá salvos naquele período. Haverá.

A questão é outra:

Por que a Igreja, tão explicitamente identificada e repetidamente mencionada nos capítulos 1–3, deixa de ser mencionada justamente quando começam os juízos que ocupam os capítulos seguintes?

E mais:

Por que, simultaneamente, Israel, suas tribos, Jerusalém, o templo, o monte Sião e personagens com características proféticas relativas ao Antigo Testamento voltam ao primeiro plano da narrativa?

A ausência da palavra ekklēsía nos capítulos 4–21, por si só, não é suficiente para estabelecer a doutrina do Arrebatamento pré-tribulacional. Afinal, uma conclusão doutrinária não deve depender exclusivamente de um argumento baseado no silêncio do texto.

Entretanto, essa ausência se torna significativa quando observada juntamente com a mudança do cenário profético. A partir desse ponto, o foco deixa de estar nas igrejas e passa a recair sobre outros personagens, grupos e elementos ligados ao desenvolvimento dos acontecimentos finais.

Portanto, não se trata apenas da ausência de uma palavra, mas de uma mudança perceptível no foco e na administração do programa profético apresentado em Apocalipse.

Antes: Cristo e as igrejas (1Co 1.2; Gl 1.2; Ap 2–3).

Depois: Israel e suas tribos, Jerusalém, o templo, testemunhas proféticas, santos perseguidos, as nações e os juízos de Deus sobre a terra (Ap 7.4–8; 11.1–3; 12.17; 13.7; 14.12; 16.1; 19.15).

Não estamos apenas diante de uma mudança de vocabulário. O próprio livro mostra uma mudança clara de foco: aquilo que antes estava concentrado nas igrejas passa a envolver Israel, Jerusalém, o templo, os santos perseguidos, as nações e os juízos de Deus sobre a terra.

Isso harmoniza-se perfeitamente com a distinção apresentada por Paulo em Romanos 11. Durante o período atual, Israel experimenta um endurecimento parcial, enquanto Deus reúne dentre os gentios um povo para o nome de Cristo. Entretanto, esse endurecimento possui um limite:

“até que a plenitude dos gentios haja entrado” (Rm 11.25).

Depois, a narrativa profética volta a concentrar-se decisivamente sobre Israel e sobre o cumprimento das promessas que Deus lhe fez. Por isso, a sequência de Apocalipse merece ser observada com atenção:

Igreja em destaque — Apocalipse 1–3.

Cena celestial — Apocalipse 4–5.

Juízos sobre a terra e renovado protagonismo israelita e profético — Apocalipse 6–19.

Retorno glorioso de Cristo — Apocalipse 19.

Reino — Apocalipse 20.

Essa estrutura não deve ser tratada como uma coincidência literária.

Quando começa o período dos juízos, a Igreja, que até então ocupava lugar de destaque nas mensagens de Cristo, deixa de aparecer no cenário terrestre da narrativa. A partir daí, Israel, Jerusalém e os acontecimentos proféticos relacionados a Israel e às nações passam progressivamente a ocupar o primeiro plano.

A ausência da palavra “Igreja”, portanto, não constitui, por si só, toda a prova. Contudo, quando considerada juntamente com essa mudança de cenário e com o restante da revelação bíblica, torna-se uma importante evidência de que o foco profético do livro também mudou.

A Igreja, como Corpo missionário característico da presente era, já não aparece exercendo na narrativa a mesma função que exerce agora.

A partir desse ponto, o foco profético passa a recair de modo especial sobre Israel, sem excluir os demais personagens gentios e acontecimentos que compõem o cenário da Tribulação.

7. O fim da missão produz urgência, não passividade

Aqui está uma das consequências mais práticas de toda a escatologia: se a missão atual da Igreja não continuará indefinidamente, então o tempo para cumpri-la também não é ilimitado.

Paulo ordenou:

“remindo o tempo; porquanto os dias são maus.” Efésios 5.16

E escreveu:

“E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono...” Romanos 13.11

A escatologia bíblica, portanto, não pode produzir uma Igreja parada, apenas olhando para o céu. Em Atos 1, depois da ascensão de Cristo, os discípulos permaneceram olhando para cima, até que dois anjos lhes perguntaram: “Varões galileus, por que estais olhando para o céu?” (At 1.11).

Cristo voltará. Mas, enquanto esse dia não chega, há uma missão a cumprir. Essa continua sendo a posição da Igreja: esperar o Senhor sem abandonar a obra que Ele nos confiou.

Próximo assunto

A MISSÃO DA IGREJA NO INTERVALO DA ESPERA

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    Estudos de Escatologia

    Estudos para aprofundar a leitura

    Por onde começar

    Entender o futuro.
    Viver a fé no presente.

    A escatologia é o estudo dos acontecimentos finais à luz das Escrituras. Aqui, o foco está nas promessas de Deus, na esperança da Igreja e no futuro de Israel.

    Comece por um dos temas abaixo. Leia as referências em seu contexto, preferencialmente na versão Almeida Revista e Corrigida (ARC), e reflita sobre como cada verdade orienta sua vida com Cristo.

    Fundamentos para o estudo

    Seis temas para conhecer.

    01 · ESTUDO INTRODUTÓRIO

    A volta de Jesus e a esperança da Igreja

    A promessa da volta de Jesus consola a Igreja e nos chama à fidelidade. A esperança cristã está no encontro com o Senhor e na certeza de estar para sempre com Ele.

    O arrebatamento da Igreja antecede a Tribulação. Essa esperança deve produzir vigilância e dedicação à missão, sem marcação de datas.

    Leia na Bíblia: João 14.1–3; 1 Tessalonicenses 4.13–18; 1 Coríntios 15.51–52.

    02 · ESTUDO INTRODUTÓRIO

    Israel e a Igreja no plano de Deus

    As promessas feitas a Abraão e a Davi ajudam a compreender o futuro de Israel. Paulo pergunta se Deus rejeitou o seu povo e responde de maneira enfática que não.

    A unidade dos salvos em Cristo não apaga as promessas nacionais feitas a Israel. Estudar essa relação exige atenção ao contexto de cada passagem e à fidelidade de Deus às suas alianças.

    Leia na Bíblia: Gênesis 12.1–3; 2 Samuel 7.12–16; Romanos 11.1–2,25–29.

    03 · ESTUDO INTRODUTÓRIO

    A Tribulação e a manifestação de Cristo

    Jesus anunciou um período de grande aflição. O estudo das profecias nos lembra que o mal não terá a palavra final: Cristo se manifestará em glória e exercerá o seu justo governo.

    É importante distinguir o arrebatamento da Igreja da manifestação gloriosa de Cristo. O propósito do estudo é cultivar discernimento e esperança, sem especular sobre a identidade de personagens atuais.

    Leia na Bíblia: Daniel 9.24–27; Mateus 24.21; 2 Tessalonicenses 2.1–12; Apocalipse 19.11–16.

    04 · ESTUDO INTRODUTÓRIO

    O Tribunal de Cristo

    Os cristãos prestarão contas ao Senhor. O Tribunal de Cristo é apresentado aqui como a avaliação das obras dos salvos, com galardão ou perda, e não como um julgamento para decidir sua salvação.

    O encontro é esperança; o comparecimento é responsabilidade. Por isso, servir com sinceridade e fidelidade importa mais do que buscar reconhecimento humano.

    Leia na Bíblia: Romanos 14.10–12; 2 Coríntios 5.9–10; 1 Coríntios 3.11–15; 4.5.

    05 · ESTUDO INTRODUTÓRIO

    O Reino milenar e o Juízo Final

    Apocalipse 20 descreve o reinado de Cristo por mil anos e, posteriormente, o julgamento diante do grande trono branco. Esses acontecimentos são distintos.

    Também é importante distinguir o julgamento das nações, apresentado em Mateus 25, do Juízo Final de Apocalipse 20. Cada passagem deve ser lida observando seu cenário e seus participantes.

    Leia na Bíblia: Mateus 25.31–46; Apocalipse 20.1–15.

    06 · ESTUDO INTRODUTÓRIO

    Novos céus e nova terra

    A esperança bíblica aponta para a habitação de Deus com o seu povo, onde a morte e o sofrimento já não terão lugar. O futuro prometido por Deus ilumina a maneira como vivemos hoje.

    Estudar escatologia é também aprender a viver em santidade, amar o próximo e anunciar o evangelho. A expectativa da eternidade fortalece nossa responsabilidade no presente.

    Leia na Bíblia: 2 Pedro 3.11–13; Apocalipse 21.1–5; 22.1–5.

    Da leitura à prática
    Ao concluir cada tema, reflita: o que esta passagem revela sobre Deus? Que esperança ela oferece? Como deve orientar minha maneira de viver e servir?
    Para aprofundar a leitura

    O plano glorioso de Deus para Israel.

    Em Grandes Temas da Escatologia Bíblica — Volume 1: Deus Não Rejeitou o Seu Povo, Edson Acácio apresenta um estudo das promessas que anunciam a restauração nacional e espiritual de Israel e o reinado de Jesus Cristo no trono de Davi.

    Tendo Romanos 11 como eixo central, a obra conecta as alianças firmadas com Abraão e Davi, as setenta semanas de Daniel e as profecias sobre o retorno do Messias. Esse percurso ajuda o leitor a compreender o futuro de Israel e sua relação com a Igreja, reconhecendo o lugar de ambos no plano divino.

    Das promessas aos patriarcas à esperança do Reino messiânico, o livro destaca a fidelidade de Deus à sua Palavra e convida o leitor a aprofundar seu conhecimento das Escrituras e fortalecer sua esperança na volta de Cristo.